quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Um Prodigioso Esquecimento

Retirado do site: http://verafidei.blogspot.com/2015/06/um-prodigioso-esquecimento.html

 

UM PRODIGIOSO ESQUECIMENTO




Um prodigioso esquecimento.

Eram duros os tempos das primeiras missões evangelizadoras da América do Norte. Muitos habitantes daquelas terras não conheciam a Religião de Cristo e os apóstolos eram em número insuficiente para levar a todas as almas a verdadeira Fé. “A messe é grande, mas os operários são poucos” (Mt 9, 37), diz a Escritura. Mas, gradualmente, com o auxílio da graça, a Santa Igreja ia-se estabelecendo naquelas vastidões territoriais, como a gota de azeite se espalha silenciosamente pela folha de papel.

No povoado de Santa Maria dos Anjos, onde já todos eram católicos fervorosos, exercia seu fecundo apostolado o padre Jorge. Levantava-se de madrugada, passava uma hora de adoração a Jesus Hóstia e em seguida celebrava a Santa Missa. Hauria, assim, as forças para a labuta de cada dia. Cuidava da catequese das crianças e dos adultos, dirigia a escola e o hospital local, administrava os sacramentos, visitava os enfermos de toda a região.

Certo dia, chamaram-no para atender um doente em estado grave, que morava bem longe do povoado. O Sol já estava baixando, não tardaria a anoitecer. O pároco aprontou-se rapidamente, pegou os Santos Óleos para a Unção dos Enfermos e preparou tudo para levar o Santo Viático.

Valério, o sacristão, ofereceu-se para acompanhá-lo, pois a viagem era longa e não isenta de perigos, mas o sacerdote achou melhor que ele ficasse, para cuidar da igreja. Ele então selou o cavalo e ajudou o padre Jorge a montar, já com o Santíssimo Sacramento numa pequena teca, que levava dependurada ao pescoço, dentro de uma delicada bolsa.

Fustigando a montaria para acelerar a marcha, o pároco percorreu em pouco tempo vários quilômetros. Mas… aconteceu o inesperado: desabou um forte temporal, as escuras nuvens e o aguaceiro toldavam as últimas réstias de luz do Sol que ainda iluminavam aquela estrada cheia de acidentes e obstáculos. E o padre viu-se obrigado a parar numa pequena hospedaria, muito simples, mas limpa e ordenada.

Curiosamente, ali se abrigara, forçado também pela tempestade, um mensageiro do enfermo, enviado para comunicar-lhe que este dava sinais de recuperação e, portanto, já não era tão urgente a ida do sacerdote.

Tranquilizado por essa notícia, o padre Jorge tomou essa coincidência como um sinal da Providência e decidiu pernoitar ali, para não expor o Santíssimo Sacramento aos numerosos riscos de uma viagem sob a borrasca.

Ocupou um quarto no segundo andar, onde preparou da melhor forma possível um pequeno armário para servir de tabernáculo. Nele depositou a Sagrada Hóstia, pôs-se de joelhos e rezou durante algum tempo, depois trancou a porta e desceu para o refeitório, onde já estava servido o jantar.

Ali foi informado, em conversa com outros hóspedes, que o dono do hotel e sua família eram pagãos. Por prudência, evitou tudo quanto pudesse revelar que ele levava consigo Nosso Senhor Sacramentado e, terminada a refeição, recolheu-se sem demora ao seu quarto-capela, preparandose para partir cedinho no dia seguinte.

Quando raiou o Sol, estava já ele a cavalo, para reiniciar sua viagem.

No meio do caminho, levou instintivamente a mão ao peito para sentir a presença do Santíssimo Sacramento e percebeu que a preciosa teca não estava aí! Encomendando-se à Santíssima Virgem, fez meia-volta, esporeou o animal e partiu de volta a todo galope.

Cruzando o portal da hospedaria, o padre Jorge saltou da cavalgadura e correu à procura do hoteleiro:

- Senhor, desculpe, mas alguém mais ocupou o quarto em que pernoitei?

Surpreso, ele lhe respondeu:

- Não, senhor padre. E que bom o senhor ter voltado, porque, desde a sua partida, fizemos de tudo para abrir a porta daquele quarto e não conseguimos. O que fez o senhor para deixar a chave emperrada na fechadura de maneira que ninguém consegue girá-la?

Impressionado, o sacerdote disse:

O piedoso sacerdote foi invadido por uma grande alegria: essa luz
só podia ser fruto de um milagre

- Nada. Apenas deixei lá a chave…

- É, mas além de não conseguirmos abrir a porta, vê-se pelas frestas que o quarto está iluminado por uma luz desconhecida. O senhor deixou alguma vela acesa ali?

O piedoso sacerdote, que já tinha passado da terrível apreensão para a tranquilidade, foi invadido por uma grande alegria: essa luz só podia ser fruto de um milagre. Teriam os Anjos do Céu vindo fazer companhia a Jesus Sacramentando, protegendo-O de qualquer sacrilégio ou mesmo de simples irreverências?

- Vamos lá. Vou tentar abrir a porta.

E subiu rapidamente as escadas. O hoteleiro seguiu atrás, acompanhado da esposa, dos filhos, dos criados e até de vários hóspedes, todos desejosos de desvendar aquele mistério.

Lá chegando, padre Jorge girou a chave e abriu a porta com toda facilidade. Imaginem sua emoção ao ver que daquele armário – o tabernáculo por ele improvisado – saía uma luz celestial, enquanto músicas angelicais se faziam ouvir dentro do quarto.

Pondo-se de joelhos, adorou, comovido ao extremo, o Rei dos reis que quis manifestar-Se daquela maneira para atrair mais almas a Seu Sacratíssimo Coração Eucarístico.

Em seguida, explicou a todos o que se passara. Entre atônitos e maravilhados, foram-se ajoelhando um a um… Agora nenhum deles duvidava da Presença Real de Jesus na Eucaristia! O hoteleiro pediu para receber o Batismo, junto com toda a sua família.

O padre Jorge não podia abandonar essas almas que o próprio Senhor conquistara por meio de tão prodigioso fato! Passou, pois, alguns dias no hotel, ensinando-lhes as belezas e as verdades da Fé Católica. Durante esse tempo, a Sagrada Eucaristia permaneceu no seu precário tabernáculo, recebendo a adoração do hoteleiro, de sua família e de vários habitantes da região. Muitos destes também se converteram, de modo que o padre Jorge teve a alegria de ministrar o Batismo a uma pequena multidão de novos filhos da Santa Igreja.

Por fim, foi à casa do enfermo que, uma semana antes, havia solicitado sua assistência, e o encontrou já curado.

O Senhor quis, Ele mesmo, operar prodígios em favor de sua messe!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O Que Pensava o Papa Francisco Sobre a Ideologia de Gênero ?

Sobre a  ideologia de gênero nas escolas, Francisco diz que “é terrível”. Para Bento XVI, “esta é a época do pecado contra Deus Criador”

Esse assunto, mais uma vez, passou despercebido por muitos! Por que os jornais, as grandes TVs não falam sobre esse assunto? Será que seus patrocinadores são os mesmos das cartilhas de ideologização? O tema da ideologia de gênero nas escolas foi abordado em uma reunião com bispos poloneses, durante a viagem do Papa Francisco, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia.
Muitos problemas escondem ideologias. São verdadeiras colonizações ideológicas presentes na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na África, na Ásia. “E uma delas – digo-a claramente por ‘nome e apelido’ – é o gênero! Hoje, às crianças – às crianças! –, nas escolas, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo”, denunciou. O Pontífice acrescentou que, essa forma organizada de ideologização, está presente em cartilhas bancadas por pessoas e instituições, apoiadas por países muito influentes, “e isso é terrível”, afirmou.

Ideologia de gênero

Francisco citou uma conversa que teve com o Papa Emérito, Bento XVI. “Ele está bem e tem um pensamento claro”, acrescentou. “Dizia-me ele: ‘Santidade, esta é a época do pecado contra Deus Criador’, contou. Tal afirmação é inteligente, seguindo a lógica de que Deus criou o homem e a mulher; Deus criou o mundo assim, assim e assim; e nós estamos a fazer o contrário. Deus deu-nos um estado ‘inculto’ para que o fizéssemos tornar-se cultura; depois, com esta cultura, fazemos as coisas que nos levam ao estado ‘inculto’! Devemos pensar naquilo que disse o Papa Bento: ‘É a época do pecado contra Deus Criador’! E isto ajudar-nos-á”, explicou o Papa Francisco.
Esse assunto quase não aparece nas principais manchetes e não é comentado por personalidades, no entanto, em meu livro “Papa Francisco às Famílias”, resgatei o assunto que pode ser consultado facilmente no site do Vaticano. O tema é tão sério, que Papa Francisco o comparou a uma ação nazista. A partir de uma necessidade da população, tais ideologias encontram oportunidades de entrar e fortalecer-se por meio das crianças. Ditaduras do século passado, como a Juventude Hitleriana, fizeram o mesmo, causando sofrimentos e tirando a liberdade de muitas pessoas. Impérios colonizadores buscam tirar a identidade das pessoas e impor uma igualdade.

Educação

Em 1995, uma Ministra da Educação pediu um grande empréstimo para construir escolas para os pobres. “Deram-lhe o empréstimo com a condição de que, nas escolas, houvesse um livro para as crianças de certo grau de escolaridade. Era um livro escolar, um livro didaticamente bem preparado, onde se ensinava a teoria do gênero. Essa senhora precisava do dinheiro do empréstimo, mas havia aquela condição. Sagaz, disse que sim, e fez preparar outro livro, tendo dado os dois, e assim resolveu o problema”, contou o Pontífice.
O Papa explicou o motivo da colonização ideológica ser perigosa: “invadem um povo com uma ideia que não tem nada a ver com o povo; com grupos do povo, sim; mas não com o povo. E colonizam o povo com uma ideia que altera ou quer alterar uma mentalidade ou uma estrutura”. Nosso papel de pais é termos uma postura ativa na educação de nossos filhos, acompanhando o que estão recebendo nas escolas, ajudando nas tarefas, transmitindo os ensinamentos de nossa fé. É preciso também que nos responsabilizemos em cooperar na educação dos amiguinhos de nossos filhos. A Igreja espera que sejamos promotores do que é bom e defendamos a família de tudo o que atenta à sua identidade e missão.

                              -O-que-pensa-o-Papa-Francisco-sobre-a-ideologia-de-gênero-

fonte : https://formacao.cancaonova.com/atualidade/ideologiadegenero/o-que-pensa-o-papa-francisco-sobre-ideologia-de-genero/

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O Medo de Amar Excessivamente Nossa Senhora

        Ouvi há alguns dias atrás um padre falando que havia se arrependido muito, pois por medo de deixar Jesus em segundo plano ele havia deixado esfriar sua devoção à Santa Virgem Maria -  mãe do Senhor e nossa. Não podemos culpá-lo por tal erro uma vez que muitas pessoas piedosas também tem escrúpulos em prestar culto à Maria por medo de estarem deixando Jesus sem Sua devida reverência.  Quero deixar aqui uma série de reflexões para assegurar a quem tiver tal dúvida, afirmando que quanto mais amarmos Maria melhor ...

1 - Se temos um amor imenso por nossos filhos ou esposa (marido), dando a vida por eles e lutando dia a dia por eles, falando horas todo dia e vivendo com e por eles isto não quer dizer que não podemos ter um amor maior a Deus, nem que não reconhecemos o Senhor como nosso único Deus, e não é porque alguém se dedica para sua família que não pode ter como objetivo maior servir a Deus. Agora muitas vezes alguém pode pensar que ao falar ou rezar para Maria está deixando Jesus de lado, ou seja, falar com humanos pode mas Maria não. Se no meu coração eu reconheço que Jesus é Deus e, portanto,  nosso objetivo maior, e eu quando falo com Ela reconheço que Maria é a maior representante Dele e eu tenho como sentido único servir seu Divino Filho, por intermédio Dela, está tudo certo !!!

2 - Eu só amo Maria por causa de Jesus, não o contrário. Ou seja eu amo Maria porque Jesus me deu Ela como mãe no calvário, onde Ele fez a primeira consagração nossa a mãe quando disse a João (representando todos nós) : "-Ao ver Sua Mãe e junto d’Ela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe:” ‘Mulher, eis aí o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua Mãe’ "(Jo.19, 26-27). Se não existisse Jesus Nossa Senhora não seria nossa mãe, portanto se eu amo Ela é por causa de Jesus. O objetivo de amar Maria é que se eu amo e sirvo a Ela eu estou servindo a Jesus prioritariamente, pois Ela direciona todo meu amor para Ele, pois Ela é Mãe, nos ama e cuida muito mas também e primordialmente é Serva de Deus, uma vez que Ela e eu póoprio sabemos que Jesus que é Deus e o objetivo final de tal amor e nunca Ela mesma.
      Cito mais um exemplo: se eu tenho um diretor de uma empresa que me contratou e é meu chefe maior, mas tenho um gerente menor muito bom, que eu respeito e convivo mais diretamente, eu tento de tudo a fim de agir bem na empresa para o gerente ver e falar para o diretor. Claro que o diretor sabe de tudo que se passa na empresa, inclusive minhas boas ações, mas se o gerente que eu tenho contato e que é reconhecidamente mais capacitado e experiente, e fala bem de mim ao diretor isto tem um maior peso, sem dúvida. Se eu ajo bem na empresa o objetivo não é somente agradar o gerente mas principalmente o chefe maior e fazer a empresa crescer, mas se o gerente que o próprio diretor me deu para andar comigo todo dia é meu amigo e gosto muito dele, isto não  desmerece em nada o respeito e admiração maior que sinto pelo diretor ou pelo presidente supremo da empresa, que eu sempre reconhecerei como chefe maior e superior ao gerente.

3 - Tudo faz parte do plano de Deus, mesmo antes de toda criação.
     Na Bíblia Sagrada consta no primeiro livro: (Gênesis 3 : 15) "-Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." e no último (Apocalipse - 12 :1) "-Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas" e também (Apocalipse - 12 :5) "- e ela deu a luz um filho varão, que há de apascentar todas as nações com vara de ferro." Ou seja desde o princípio até o fim Ela estava nos planos de Deus para a humanidade. Para alguns evangélicos a mulher a que o texto se refere não é Maria, mas com a Luz do Espírito Santo, por favor vejam bem, mesmo eles concordam que o varão a que este texto se refere é Jesus e o texto fala que a mulher ( não história, igreja ou situação, mas sim MULHER) deu a luz a este varão, e quem deu a Luz a esta pessoa Jesus foi Maria. Na própria Bíblia existe o trecho que fala gerações me chamarão bendita entre todas as mulheres (ou seja Ela é especial e mãe de Deus sim e fez parte de modo especial nos planos de Deus para a humanidade). Quem distorce a verdade é o inimigo nefasto, ou seja, ele tentará acabar com a verdade mordendo o calcanhar de Maria, mas a verdade prevalecerá quando Maria mostrar tal verdade pisando na cabeça do demônio. Portanto nunca o mal prevalecerá sobre a verdade, mesmo que tente, seu mal sempre será menor perante o bem que vem de Deus através de Maria.

          São Luiz Maria Grignion de Monfort, fala que existem os falsos devotos de Maria, e uma das causas disto acontecer é o excesso de escrúpulos em amar Maria, ficando com medo de dar a Maria o amor devido apenas a Jesus. É importante sabermos que Jesus fica feliz com o amor dado a Sua mãe, pois Ele nos deu ela também como mãe, e se amamos a mãe que Ele nos deu de presente estamos aceitando um presente valiosíssimo Dele próprio. Se reconheço que Jesus é meu Deus e amo Sua mãe como minha mãe e presente de Deus o amor dado a Ela é canalizado ao filho que sempre é o objetivo maior e final.

         Portanto meus amigos quanto mais amarmos e nos dedicarmos a Maria mais estaremos próximos de Deus, uma vez que O aceitamos como nosso único senhor e Deus,  e o objetivo maior de amarmos a Ela é sempre chegarmos a Deus acima de tudo, Ela mesma secundariamente; mas Ela é sempre o meio mais seguro de chegarmos a Deus, sem dúvida !!!  Amarmos a Ela, não diminui nosso amor maior que é para com Deus nem um pouco, pelo contrário aumenta !!! 

Viva Jesus e Sua e nossa mãe querida, Maria !!!

Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.

Apocalipse 12:5
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

Apocalipse 12:1
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

Apocalipse 12:1
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

João 19:26,27
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

João 19:26,27
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

João 19:26,27


                                   História de Nossa Senhora Medianeira - Santos e Ícones Católicos - Cruz  Terra Santa

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Que é Definido Pela Igreja Quanto ao Jejum e Abstinência

Retirado do site: https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/o-que-igreja-orienta-sobre-o-jejum-e-abstinencia-de-carne/

Em consonância com o 4º Mandamento da Igreja o qual diz que, cada um deve “jejuar e abster-se de carne, quando manda a Santa Mãe Igreja”, o Código de Direito Canônico deixa estipulado o que devemos viver nos dias penitenciais (cf. cân. 1249-1253):
“Cân. 1249: Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência; mas, para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência, são prescritos dias penitenciais, em que os fiéis se dediquem de modo especial à oração, façam obras de piedade e caridade, renunciem a si mesmos, cumprindo ainda mais fielmente as próprias obrigações e observando principalmente o jejum e a abstinência, de acordo com os cânones seguintes.
Cân. 1250: Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas- feiras do ano e o tempo da quaresma.

Cân. 1251: Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.”
No que se refere ao cânon 1251, a CNBB permite a substituição da abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou comutar a carne por um outro alimento, realidade prevista pelo cânon 1253, que diz: “a Conferência dos Bispos pode determinar mais exatamente a observância do jejum e da abstinência, como também substituí- la, totalmente ou em parte, por outras formas de penitência, principalmente por obras de caridade e exercícios de piedade.”

A partir de que idade devo fazer jejum?

Em relação a idade dos que são obrigados à abstinência e ao jejum, o Código de Direito Canônico diz o seguinte no Cânon 1252: “estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados a lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade.”
De acordo com o comentário do mencionado Cânon, 14 anos é a idade para obrigatoriedade da abstinência e vai até o fim da vida. Para o jejum a obrigatoriedade é a partir dos 18 anos até os 59 anos completos.

A obrigatória a abstinência de carne em todas as sextas feiras do ano?

Confira resposta no cânon 251: “observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.”
Atente-se à prescrição da Conferência dos Bispos aqui do Brasil, que permite a substituição da abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou comutar a carne por um outro alimento. Assim, vê-se que é obrigatória a abstinência nas sextas-feiras prescritas, mas não necessariamente de carne, por conta do que é prescrito para o Brasil.

Quais os frutos espirituais do jejum e da penitência?

Como fruto espiritual do jejum destaca-se a educação da vontade. O jejum exprime a vontade e esforço de um converter-se para Deus. Ajuda a organizar exteriormente e interiormente o que está fora de ajuste, por exemplo, o controle dos apetites. Outro fruto é o domínio sobre em relação a si mesmo. As privações voluntárias tem em vista educar a vontade à submissão da vontade de Deus. Colocar-se na vontade de Deus é o principal fruto na vivência do jejum e da abstinência.
Deus abençoe você!

Padre Edison de Oliveira 

                   -O-que-a-Igreja-orienta-sobre-o-jejum-e-abstinência-de-carne

segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Sinal da Cruz

 Retirado do site :https://pt.aleteia.org/2017/03/27/o-valor-do-sinal-da-cruz/

 

 Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática !

*(†) Pelo sinal da Santa Cruz,*
*(†) livrai-nos DEUS, nosso SENHOR,*
*(†) dos nossos inimigos!*
*(†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!*

Quando você acorda, você faz sobre si o “sinal da Cruz”? E antes das refeições? E quando vai dormir? Ao menos alguma vez ao dia? Não?! Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!
Muitas pessoas, não entendendo a importância dessa oração, a fazem de maneira displicente, ficando apenas no gesto, sem a efetiva invocação da Santíssima Trindade.
*O “sinal da Cruz” não é um gesto ritualístico, mas sim, uma verdadeira e poderosa oração! É o sinal dos cristãos! Por meio dele muitos santos invocaram a proteção do Altíssimo, e através dele pedimos a Deus que, pelos méritos da Santa Cruz de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nos livre dos nossos inimigos, e de todas as ciladas do mal, que atentam contra a nossa saúde física e espiritual.*
*Mas você sabe fazer o “sinal da Cruz”?!*
De forma solene, sem pressa, e com a maior devoção e respeito:
*† Pelo sinal da Santa Cruz (na testa): pedimos a Deus que nos dê bons pensamentos, nobres e puros. E que Ele afaste de nós os pensamentos ruins, que só nos causam mal.*
*† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor (na boca): pedimos a Deus que de nossos lábios só saiam louvores. Que o nosso falar seja sempre para a edificação do Reino de Deus e para o bem estar do próximo.*
*† Dos nossos inimigos (sobre o coração): para que em nosso coração só reine o amor e a lei do Senhor, afastando-nos, pois, de todos os maus sentimentos, como o ódio, a avareza, a luxúria… Fazendo-nos verdadeiros adoradores.*
*† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – É o ato livramento e deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne de nossa fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.*
Agora que você já sabe a importância do “sinal da Cruz”, *faça-o antes de sair de casa, antes de qualquer trabalho, nas horas difíceis e nas horas de alegria também.*
*Faça-o sobre si, e, sempre que possível, na testa de seu filho, de seu marido, de sua esposa, de seu irmão, de seu sobrinho…
Peça a Deus, sempre, para que Ele te livre e aos seus, de todos os males, afim de fazermos tudo, acordar, comer, estudar, trabalhar, dormir, viajar… Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo! Amém!*

(Autor desconhecido. Via Juventude OA)
 
                           



               

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Exército de Deus

             Claro que Deus é bondoso, maravilhoso e nos ama muito. Porém aqui na terra somos tentados e provocados constantemente por obras do mal e dificuldades rotineiras que na nossa pequenez não conseguimos  muitas vezes nos desvencilhar. O Senhor, entretanto, na sua infinita bondade nos concede seres admiráveis e muito superiores a nós, os santos e anjos, que por serem admiráveis e grandiosos seguidores do Senhor são mais ligados a Ele e merecedores das graças  divinas muito mais do que nós que erramos tanto. Por serem fiéis a Deus nos amam, cuidam e intercedem por nós sempre que requisitados. Todos os santos e anjos são maravilhosos porém podemos e devemos ter santos e anjos de nossa maior devoção e carinho. Podemos entender como um grande exército do bem para vencermos as forças do mal e as dificuldades cotidianas, com santos ou anjos de nossa veneração e admiração que elegemos por inspiração do Espírito Santo. Nada impede que coloquemos um assunto na mão de um santo e de Nossa Senhora ou, mais importante ainda de Deus, afinal Ele é o responsável e o comandante geral de tudo. 

Conclamo a todos a definir os seus exércitos também, deixando o meu para terem como base:


Imperador do Universo  e Comandante Supremo de tudo, espiritual, celeste e terreno -  Deus (Pai, Filho - Jesus e Espírito Santo)


General 5 estrelas para assuntos espirituais, pessoais  e terrenos  - Nossa Senhora
 
Coronel especial  para assuntos e problemas pessoais, materiais e cotidianos -  São José
 
Capitão para assuntos de defesa contra as tropas inimigas -  São Miguel Arcanjo


Tenentes para  assuntos diversos –
  
Padre Pio - Assuntos do meu filho
Santa Terezinha do Menino Jesus - Assuntos de minha filha
Santa Rita de Cássia - Assuntos de minha esposa
Santo Antônio - Assuntos de saúde
São Bento - Assuntos pontuais de ação do inimigo
São Francisco de Assis - Assuntos do nosso bichinho de estimação
Santa Tereza de Ávila - Assuntos de doutrina e conhecimento
São Lucas e São Rafael Arcanjo -  Assuntos médicos e profissionais
São Judas Tadeu - Assuntos graves extraordinários
Santo Afonso de Ligório - Assuntos profissionais de meus filhos
Santa Edwiges - Assuntos financeiros e de dívidas
 
Sargento companheiro para assuntos diários e cotidianos -  Nosso amigo fiel, Anjo da Guarda

Soldado raso combatente pequeno e sem noção de nada, aprendiz fraco de batalha, precisa seguir a risca o que os oficiais ensinam para não ser fuzilado -  nós

Com este exército é impossível perdermos a guerra !!! 

       Exército de Deus: A verdade sobre os Anjos | Exercito de deus, Arte jesus,  Anjos

Se vc, assim como eu, tem um exército formidável de condutores e auxiliadores nossos,
cite os seus oficiais abaixo...Ou forme o seu exército e compartilhe conosco ...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Penitência Como Virtude

Retirado do site : https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/qual-e-a-virtude-que-encontramos-quando-fazemos-penitencia/

 

Como entender a penitência como virtude?

A importância da vivência da penitência para a vida de um cristão

A virtude da penitência inclina a pessoa a reparar os próprios pecados, é uma dor interior por conta do pecado cometido, uma forma de penitência interior, que nos faz crescer na interioridade.

O que é a penitência interior?

“A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações que cometemos. Ao mesmo tempo, implica o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da sua graça” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1431).
                        Como-entender-a-penitência-como-virtude
Foto Ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com
A penitência como virtude nos leva ao sacramento da penitência. A experiência da conversão dos atos, expressas na Confissão, está diretamente ligado à sinceridade na vivência da Penitência interior, fruto da graça de Deus. “A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’ (Lm 5,21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo.” (Catecismo da Igreja Católica, 1432).

Da penitência interior à penitência exterior

A conversão do coração frutifica em obras que trabalham em nós a desordem causada pelo pecado. Dessas obras, destacam-se a oração, o jejum e a esmola. É curioso perceber que, também, a atitude de rezar é um ato de penitência. Em suma, a oração é fruto do empenho de nossas faculdades espirituais, tanto a inteligência, quanto a vontade e a memória, para nos aproximarmos de Deus de forma íntima.
Hugo de São Vitor, em sua definição, ajuda-nos a compreender um pouco melhor essas faculdades que entram em ação na oração: “À memória atribuímos tudo aquilo que sabemos, ainda que nelas não pensemos. À inteligência atribuímos tudo aquilo que encontramos cogitando, o que também confiamos à memória; à vontade, tudo aquilo que é conhecido e inteligido e que, intensamente, desejamos por ser bom e verdadeiro” (Textos notáveis sobre a memória, n. 20).
Outra forma de penitência, não restrito aos dias de Quaresma, é o jejum e a abstinência de carne (cf. Código de Direito Canônico, cân. 1251). Uma nota, no mesmo cânon, explica que o episcopado brasileiro comuta a abstinência, nas sextas-feiras do ano, exceto na Sexta-feira Santa, em outras formas de penitência. Seja tirando algo que você gosta muito, seja acrescentando algo que você não goste ou tenha dificuldade de realizar. Isso o ajudará a fugir da tendência que o leva a escolher apenas coisas prazerosas, e não permitirá que você esqueça o dia penitencial.
A outra forma é a esmola. Essa resulta da boa vivência da oração e do jejum, porque é a manifestação concreta do que as duas primeiras formas de penitência realizaram em nós. Por exemplo, se eu tirei algo, esse algo eu devo dar a alguém que necessite.

As penitências e os tempos litúrgicos

A penitência é ressaltada mais no tempo do Advento e Quaresma, mas ela não se reduz a esses tempos litúrgicos. A penitência interior abrange todos os tempos, sempre é tempo de se rever, sempre é tempo de viver a penitência.
A penitência exterior não é necessária nos domingos e solenidades, bem como nas oitavas de Natal e Páscoa. Esses são tempos fortes de experiências com o Ressuscitado. A não penitência externa, nesses períodos, faz com que todo nosso ser acompanhe as alegrias dessas celebrações.
Assim, não deixe para viver a penitência apenas na Quaresma. Nossa conversão passa pela capacidade de impor limites aos nossos apetites e tendências. Nós precisamos de limites, e a penitência nos ajuda e ajudará a crescer nessa realidade.

Para que viver a penitência?

Vivemos a penitência para termos mais liberdade. Quem impõe limites a si mesmo cresce em liberdade. Liberdade é você saber até onde pode ir, é saber que tem limites, e a penitência nos recorda essa realidade. Penitenciar-se é crescer em liberdade e amor a Deus.
Deus abençoe você!