segunda-feira, 25 de junho de 2018

O Medo de Amar Excessivamente Nossa Senhora

        Ouvi há alguns dias atrás um padre falando que havia se arrependido muito, pois por medo de deixar Jesus em segundo plano ele havia deixado esfriar sua devoção à Santa Virgem Maria -  mãe do Senhor e nossa. Não podemos culpá-lo por tal erro uma vez que muitas pessoas piedosas também tem escrúpulos em prestar culto à Maria por medo de estarem deixando Jesus sem Sua devida reverência.  Quero deixar aqui uma série de reflexões para assegurar a quem tiver tal dúvida, afirmando que quanto mais amarmos Maria melhor ...

1 - Se temos um amor imenso por nossos filhos ou esposa (marido), dando a vida por eles e lutando dia a dia por eles, falando horas todo dia e vivendo com e por eles isto não quer dizer que não podemos ter um amor maior a Deus, nem que não reconhecemos o Senhor como nosso único Deus, e não é porque alguém se dedica para sua família que não pode ter como objetivo maior servir a Deus. Agora muitas vezes alguém pode pensar que ao falar ou rezar para Maria está deixando Jesus de lado, ou seja, falar com humanos pode mas Maria não. Se no meu coração eu reconheço que Jesus é Deus e, portanto,  nosso objetivo maior, e eu quando falo com Ela reconheço que Maria é a maior representante Dele e eu tenho como sentido único servir seu Divino Filho, por intermédio Dela, está tudo certo !!!

2 - Eu só amo Maria por causa de Jesus, não o contrário. Ou seja eu amo Maria porque Jesus me deu Ela como mãe no calvário, onde Ele fez a primeira consagração nossa a mãe quando disse a João (representando todos nós) : "-Ao ver Sua Mãe e junto d’Ela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe:” ‘Mulher, eis aí o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua Mãe’ "(Jo.19, 26-27). Se não existisse Jesus Nossa Senhora não seria nossa mãe, portanto se eu amo Ela é por causa de Jesus. O objetivo de amar Maria é que se eu amo e sirvo a Ela eu estou servindo a Jesus prioritariamente, pois Ela direciona todo meu amor para Ele, pois Ela é Mãe mas também Serva de Deus, uma vez que Ela e eu proprio sabemos que Jesus que é Deus e o objetivo final de tal amor e nunca Ela mesma.
      Cito mais um exemplo: se eu tenho um diretor de uma empresa que me contratou e é meu chefe maior, mas tenho um gerente menor muito bom, que eu respeito e convivo mais diretamente, eu tento de tudo a fim de agir bem na empresa para o gerente ver e falar para o diretor. Claro que o diretor sabe de tudo que se passa na empresa, inclusive minhas boas ações, mas se o gerente que eu tenho contato e que é reconhecidamente mais capacitado e experiente, e fala bem de mim ao diretor isto tem um maior peso, sem dúvida. Se eu ajo bem na empresa o objetivo não é somente agradar o gerente mas principalmente o chefe maior e fazer a empresa crescer, mas se o gerente que o próprio diretor me deu para andar comigo todo dia é meu amigo e gosto muito dele, isto não  desmerece em nada o respeito e admiração maior que sinto pelo diretor ou pelo presidente supremo da empresa, que eu sempre reconhecerei como chefe maior e superior ao gerente.

3 - Tudo faz parte do plano de Deus, mesmo antes de toda criação.
     Na Bíblia Sagrada consta no primeiro livro: (Gênesis 3 : 15) "-Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." e no último (Apocalipse - 12 :1) "-Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas" e também (Apocalipse - 12 :5) "- e ela deu a luz um filho varão, que há de apascentar todas as nações com vara de ferro." Ou seja desde o princípio até o fim Ela estava nos planos de Deus para a humanidade. Para alguns evangélicos a mulher a que o texto se refere não é Maria, mas com a Luz do Espírito Santo, por favor vejam bem, mesmo eles concordam que o varão a que este texto se refere é Jesus e o texto fala que a mulher ( não história, igreja ou situação, mas sim MULHER) deu a luz a este varão, e quem deu a Luz a esta pessoa Jesus foi Maria. Na própria Bíblia existe o trecho que fala gerações me chamarão bendita entre todas as mulheres (ou seja Ela é especial e mãe de Deus sim e fez parte de modo especial nos planos de Deus para a humanidade). Quem distorce a verdade é o inimigo ou demônio, ou seja, ele tentará acabar com a verdade mordendo o calcanhar de Maria, mas a verdade prevalecerá quando Maria mostrar tal verdade pisando na cabeça do demônio. Portanto nunca o mal prevalecerá sobre a verdade, mesmo que tente, seu mal sempre será menor perante o bem que vem de Deus através de Maria.

         Portanto meus amigos quanto mais amarmos e nos dedicarmos a Maria mais estaremos próximos de Deus, uma vez que O aceitamos como nosso único senhor e Deus,  e o objetivo maior de amarmos a Ela é sempre chegarmos a Deus acima de tudo, Ela mesma secundariamente; mas Ela é sempre o meio mais seguro de chegarmos a Deus, sem dúvida !!!  Amarmos a Ela, não diminui nosso amor maior que é para com Deus nem um pouco, pelo contrário aumenta !!! Viva Jesus e Sua e nossa mãe querida, Maria !!!

Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.

Apocalipse 12:5
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

Apocalipse 12:1
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

Apocalipse 12:1
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

João 19:26,27
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

João 19:26,27
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

João 19:26,27


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segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Que é Definido Pela Igreja Quanto ao Jejum e Abstinência

Retirado do site: https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/o-que-igreja-orienta-sobre-o-jejum-e-abstinencia-de-carne/

Em consonância com o 4º Mandamento da Igreja o qual diz que, cada um deve “jejuar e abster-se de carne, quando manda a Santa Mãe Igreja”, o Código de Direito Canônico deixa estipulado o que devemos viver nos dias penitenciais (cf. cân. 1249-1253):
“Cân. 1249: Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência; mas, para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência, são prescritos dias penitenciais, em que os fiéis se dediquem de modo especial à oração, façam obras de piedade e caridade, renunciem a si mesmos, cumprindo ainda mais fielmente as próprias obrigações e observando principalmente o jejum e a abstinência, de acordo com os cânones seguintes.
Cân. 1250: Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas- feiras do ano e o tempo da quaresma.

Cân. 1251: Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.”
No que se refere ao cânon 1251, a CNBB permite a substituição da abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou comutar a carne por um outro alimento, realidade prevista pelo cânon 1253, que diz: “a Conferência dos Bispos pode determinar mais exatamente a observância do jejum e da abstinência, como também substituí- la, totalmente ou em parte, por outras formas de penitência, principalmente por obras de caridade e exercícios de piedade.”

A partir de que idade devo fazer jejum?

Em relação a idade dos que são obrigados à abstinência e ao jejum, o Código de Direito Canônico diz o seguinte no Cânon 1252: “estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados a lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade.”
De acordo com o comentário do mencionado Cânon, 14 anos é a idade para obrigatoriedade da abstinência e vai até o fim da vida. Para o jejum a obrigatoriedade é a partir dos 18 anos até os 59 anos completos.

A obrigatória a abstinência de carne em todas as sextas feiras do ano?

Confira resposta no cânon 251: “observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.”
Atente-se à prescrição da Conferência dos Bispos aqui do Brasil, que permite a substituição da abstinência de carne por uma obra de caridade, um ato de piedade ou comutar a carne por um outro alimento. Assim, vê-se que é obrigatória a abstinência nas sextas-feiras prescritas, mas não necessariamente de carne, por conta do que é prescrito para o Brasil.

Quais os frutos espirituais do jejum e da penitência?

Como fruto espiritual do jejum destaca-se a educação da vontade. O jejum exprime a vontade e esforço de um converter-se para Deus. Ajuda a organizar exteriormente e interiormente o que está fora de ajuste, por exemplo, o controle dos apetites. Outro fruto é o domínio sobre em relação a si mesmo. As privações voluntárias tem em vista educar a vontade à submissão da vontade de Deus. Colocar-se na vontade de Deus é o principal fruto na vivência do jejum e da abstinência.
Deus abençoe você!

Padre Edison de Oliveira 

                   -O-que-a-Igreja-orienta-sobre-o-jejum-e-abstinência-de-carne

segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Sinal da Cruz

 Retirado do site :https://pt.aleteia.org/2017/03/27/o-valor-do-sinal-da-cruz/

 

 Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!

*(†) Pelo sinal da Santa Cruz,*
*(†) livrai-nos DEUS, nosso SENHOR,*
*(†) dos nossos inimigos!*
*(†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!*

Quando você acorda, você faz sobre si o “sinal da Cruz”? E antes das refeições? E quando vai dormir? Ao menos alguma vez ao dia? Não?! Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!
Muitas pessoas, não entendendo a importância dessa oração, a fazem de maneira displicente, ficando apenas no gesto, sem a efetiva invocação da Santíssima Trindade.
*O “sinal da Cruz” não é um gesto ritualístico, mas sim, uma verdadeira e poderosa oração! É o sinal dos cristãos! Por meio dele muitos santos invocaram a proteção do Altíssimo, e através dele pedimos a Deus que, pelos méritos da Santa Cruz de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nos livre dos nossos inimigos, e de todas as ciladas do mal, que atentam contra a nossa saúde física e espiritual.*
*Mas você sabe fazer o “sinal da Cruz”?!*
De forma solene, sem pressa, e com a maior devoção e respeito:
*† Pelo sinal da Santa Cruz (na testa): pedimos a Deus que nos dê bons pensamentos, nobres e puros. E que Ele afaste de nós os pensamentos ruins, que só nos causam mal.*
*† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor (na boca): pedimos a Deus que de nossos lábios só saiam louvores. Que o nosso falar seja sempre para a edificação do Reino de Deus e para o bem estar do próximo.*
*† Dos nossos inimigos (sobre o coração): para que em nosso coração só reine o amor e a lei do Senhor, afastando-nos, pois, de todos os maus sentimentos, como o ódio, a avareza, a luxúria… Fazendo-nos verdadeiros adoradores.*
*† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – É o ato livramento e deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne de nossa fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.*
Agora que você já sabe a importância do “sinal da Cruz”, *faça-o antes de sair de casa, antes de qualquer trabalho, nas horas difíceis e nas horas de alegria também.*
*Faça-o sobre si, e, sempre que possível, na testa de seu filho, de seu marido, de sua esposa, de seu irmão, de seu sobrinho…
Peça a Deus, sempre, para que Ele te livre e aos seus, de todos os males, afim de fazermos tudo, acordar, comer, estudar, trabalhar, dormir, viajar… Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo! Amém!*

(Autor desconhecido. Via Juventude OA)

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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Exército de Deus

                      Claro que Deus é bondoso, maravilhoso e nos ama muito. Porém aqui na terra somos tentados e provocados constantemente por obras do mal e dificuldades rotineiras que na nossa pequenez não conseguimos  muitas vezes nos desvencilhar. O Senhor, entretanto, na sua infinita bondade nos concede seres admiráveis e muito superiores a nós, os santos e anjos, que por serem admiráveis e grandiosos seguidores do Senhor são mais ligados a Ele e merecedores das graças  divinas muito mais do que nós que erramos tanto. Por serem fiéis a Deus nos amam, cuidam e intercedem por nós sempre que requisitados. Todos os santos e anjos são maravilhosos porém podemos e devemos ter santos e anjos de nossa maior devoção e carinho. Podemos entender como um grande exército do bem para vencermos as forças do mal e as dificuldades cotidianas, com santos ou anjos de nossa veneração e admiração que elegemos por inspiração do Espírito Santo. Nada impede que coloquemos um assunto na mão de um santo e de Nossa Senhora ou, mais importante ainda de Deus, afinal Ele é o responsável e o comandante geral de tudo. 

Conclamo a todos a fim de definir o seu exército, deixando o meu para terem como base:



Imperador do Universo  e Comandante maior  de tudo -  Deus Pai
Comandante Geral  para Assuntos espirituais –  Espírito Santo
Comandante Geral para Assuntos terrenos e Rei do Mundo -  Jesus


General  para assuntos espirituais, pessoais  e terrenos  - Nossa Senhora
General para assuntos contra as tropas inimigas -  São Miguel Arcanjo

Coronel  para assuntos e problemas pessoais, materiais e cotidianos -  São José

Capitães para  assuntos diversos –
  
Padre Pio - Assuntos do meu filho
Santa Terezinha do Menino Jesus - Assuntos de minha filha
Santa Rita de Cássia - Assuntos de minha esposa
Santo Antônio - Assuntos de saúde
São Bento - Assuntos pontuais de ação do inimigo
São Francisco de Assis - Assuntos do nosso bichinho de estimação
Santa Tereza de Ávila - Assuntos de doutrina e conhecimento
São Lucas e São Rafael Arcanjo -  Assuntos médicos e profissionais
São Judas Tadeu - Assuntos graves extraordinários
Santo Afonso de Ligório - Assuntos profissionais de minha filha
Santa Edwiges - Assuntos financeiros e de dívidas

Sargento companheiro para assuntos diários e cotidianos -  Anjo da Guarda

Soldado raso combatente -  nós

Com este exército é impossível perdermos a guerra !!! 

                    Resultado de imagem para guerra

Se vc, assim como eu, tem um exército formidável de condutores e auxiliadores nossos,
cite os seus oficiais abaixo...Ou forme o seu exército e compartilhe conosco ...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Penitência Como Virtude

Retirado do site : https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/qual-e-a-virtude-que-encontramos-quando-fazemos-penitencia/

 

Como entender a penitência como virtude?

A importância da vivência da penitência para a vida de um cristão

A virtude da penitência inclina a pessoa a reparar os próprios pecados, é uma dor interior por conta do pecado cometido, uma forma de penitência interior, que nos faz crescer na interioridade.

O que é a penitência interior?

“A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações que cometemos. Ao mesmo tempo, implica o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da sua graça” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1431).
                        Como-entender-a-penitência-como-virtude
Foto Ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com
A penitência como virtude nos leva ao sacramento da penitência. A experiência da conversão dos atos, expressas na Confissão, está diretamente ligado à sinceridade na vivência da Penitência interior, fruto da graça de Deus. “A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’ (Lm 5,21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo.” (Catecismo da Igreja Católica, 1432).

Da penitência interior à penitência exterior

A conversão do coração frutifica em obras que trabalham em nós a desordem causada pelo pecado. Dessas obras, destacam-se a oração, o jejum e a esmola. É curioso perceber que, também, a atitude de rezar é um ato de penitência. Em suma, a oração é fruto do empenho de nossas faculdades espirituais, tanto a inteligência, quanto a vontade e a memória, para nos aproximarmos de Deus de forma íntima.
Hugo de São Vitor, em sua definição, ajuda-nos a compreender um pouco melhor essas faculdades que entram em ação na oração: “À memória atribuímos tudo aquilo que sabemos, ainda que nelas não pensemos. À inteligência atribuímos tudo aquilo que encontramos cogitando, o que também confiamos à memória; à vontade, tudo aquilo que é conhecido e inteligido e que, intensamente, desejamos por ser bom e verdadeiro” (Textos notáveis sobre a memória, n. 20).
Outra forma de penitência, não restrito aos dias de Quaresma, é o jejum e a abstinência de carne (cf. Código de Direito Canônico, cân. 1251). Uma nota, no mesmo cânon, explica que o episcopado brasileiro comuta a abstinência, nas sextas-feiras do ano, exceto na Sexta-feira Santa, em outras formas de penitência. Seja tirando algo que você gosta muito, seja acrescentando algo que você não goste ou tenha dificuldade de realizar. Isso o ajudará a fugir da tendência que o leva a escolher apenas coisas prazerosas, e não permitirá que você esqueça o dia penitencial.
A outra forma é a esmola. Essa resulta da boa vivência da oração e do jejum, porque é a manifestação concreta do que as duas primeiras formas de penitência realizaram em nós. Por exemplo, se eu tirei algo, esse algo eu devo dar a alguém que necessite.

As penitências e os tempos litúrgicos

A penitência é ressaltada mais no tempo do Advento e Quaresma, mas ela não se reduz a esses tempos litúrgicos. A penitência interior abrange todos os tempos, sempre é tempo de se rever, sempre é tempo de viver a penitência.
A penitência exterior não é necessária nos domingos e solenidades, bem como nas oitavas de Natal e Páscoa. Esses são tempos fortes de experiências com o Ressuscitado. A não penitência externa, nesses períodos, faz com que todo nosso ser acompanhe as alegrias dessas celebrações.
Assim, não deixe para viver a penitência apenas na Quaresma. Nossa conversão passa pela capacidade de impor limites aos nossos apetites e tendências. Nós precisamos de limites, e a penitência nos ajuda e ajudará a crescer nessa realidade.

Para que viver a penitência?

Vivemos a penitência para termos mais liberdade. Quem impõe limites a si mesmo cresce em liberdade. Liberdade é você saber até onde pode ir, é saber que tem limites, e a penitência nos recorda essa realidade. Penitenciar-se é crescer em liberdade e amor a Deus.
Deus abençoe você!